Ethereofantes

Ethereal Hierophants Philosophic Music

⭐Ethereal Hierophants Philosophic Music.

🌙 Filosofia para os sentidos.

O Ethereofantes é um grupo musical de world fusion e ambient folk brasileiro sediado em Brasília e criado por Bruna Sopdet e Léo Lynder em 2020. A banda se propõe a recontar filosofias ancestrais universais através da música.

Sempre fui muito afetada pela música… principalmente pelo som de tambor. Me lembro quando pequena, de estar sempre me mexendo ao som dos tambores que ressoavam pelas ruas do Rio de Janeiro. Era algo incontrolável pra mim. Sentia que meu corpo era totalmente alimentado pelo som…aquilo era um combustível. Eu era movida pela frequência do som e do verbo. Isso nasceu e cresceu comigo. Até hoje preciso de música para viver. O som percorre o meu corpo como um fogo sagrado que move todas as coisas. É energia kundalini que agita a matéria orgânica, e faz dela um instrumento. Eu sou um instrumento que manifesta um som universal que não pertence a lugar algum, e ao mesmo tempo pertence a todos. “

Bruna Sopdet

Léo Lynder no antiplano durante as sessões de Poimandres.
Léo Lynder: Violão, didgeriddo, percussão e vocais

“Se eu pudesse contar algo sobre as nossas músicas, primeiramente eu diria que tudo isso aqui surgiu da paixão por resgatar e contar histórias milenares. 

Histórias ancestrais que dormem sob a sombra de livros raros, porque vieram antes mesmo que os livros fossem escritos. Enredos de sabedorias que se construíram, primeiramente, nos primeiros modelos arquetípicos da espécie humana. Provérbios, contos, cantigas. De um tempo onde a filosofia, a ciência e a espiritualidade eram uma coisa só, construindo O SER de forma integral.

E então, pensei: “porque não dar continuidade a este ofício milenar de recontar histórias…mas, desta vez, manifestadas em um som imersivo, envolvente e harmonioso?” – E foi assim que começamos a explorar a música em um profundo e ousado sound teller.

Na verdade, o ofício de contar histórias através da música já estava plantado em mim, em algum lugar. Acredito que meus ancestrais já haviam semeado, e isso apenas nasceu.

A partir daí, rapidamente surgiu o nome: Ethereofantes 🌟🌙

Um casamento entre as palavras Etéreo e Hierofante. Dois conceitos profundamente conectados com a essência do que estava por vir.”

Bruna Sopdet

Bruna Sopdet nas dunas durante a sessão de Poimandres.
Bruna Sopdet: Vocais e percussão.

Etéreo ou Etérea é um adjetivo derivado de ÉTER – substância volátil e fluida.

Para os antigos, o éter era um quinto elemento, diferente dos demais elementos encontrados na Terra (ar, água, fogo e terra). Um fluido cósmico extremamente sutil e rarefeito, que se acreditava ocupar os espaços, penetrar os corpos e ser o veículo necessário para que as ondas eletromagnéticas se propagassem. Porém, estudos científicos ainda não puderam comprovar esta teoria.

Enquanto conceito filosófico, o éter é o quinto estado da manifestação.. a quintessência. O quinto elemento cósmico, e a quinta ponta do pentagrama. Segundo a teosofia, possivelmente relaciona-se com a energia Kundalini.

O sentido poético e figurado da palavra também é utilizado para qualificar algo que não é meramente terreno… mas astral, celestial ou divinal.

O hierofante personifica a busca do homem pela conexão transcendente.

Carl Jung via o impulso do homem para o significado existencial transcendente como um instinto da psique: uma predisposição inata do ser. Uma força criativa mais coativa até do que o anseio pela procriação física.

E, assim como a procriação, este impulso personificado pelo hierofante visa unir dois pontos opostos: o mundo visível ao mundo invisível, o externo ao interno.

Pode-se dizer que a função do hierofante consiste em tornar acessível ao homem o mundo transcendente. Por isso, o hierofante como PONTIFEX – que significa ponte em latim – de fato constrói uma ponte entre o homem e o divino. Ele liga a experiência codificada dos símbolos com a experiência viva humana.

O interessante é que esta carta nos convida a compreender que TODOS nós temos potenciais características de natureza semelhante. E, a medida que amadurecemos e nos tornamos conscientes, as projeções exageradas com as quais vestimos nossos inimigos e amigos desaparecem, assim como os pregadores, gurus e políticos de nossas relações já não são mais portadores, para nós, das características que, na realidade, nos pertencem. Mas esta é uma jornada geralmente muito, muito longa no nosso desenvolvimento pessoal.

Enquanto não ampliamos os sentidos para este papel, precisamos de detentores de projeção fortes e dignos de confiança para nos tornar cônscios das forças que operam dentro de nossa psique.

Dir-se-á que a necessidade do nosso tempo é encontrar significado. Palavras estéreis já não alimentam a fome espiritual humana. De uma forma ou de outra, precisamos descobrir dentro de nós mesmos seu equivalente interior e uma forma de nos relacionar com este arquétipo, preenchendo novamente os sentidos da própria existência.

Integrantes:

Bruna Sopdet: voz, tambor oceânico e tambor cherokee;
Léo Lynder: voz, violão, violão fretless, guitarra, berimbal de boca, didgeridoo, tambor oceânico, tambor cherokee, maracas, sintetizadores, santoor, ocarina, tambuná, pau de chuva;

Colaboradores eventuais:

Sarah Belfort: derbaque;
Sérgio Piazzon: derbaque, bendir, tambor cherokee, didgeridoo;
Andrew Gomes: alaúde árabe;
Lis Carvalho: voz, flauta;
Altai Toprak: voz, topshur, berimbal de boca;

Stephane Veneris: dançarina de tribal fusion;
Raisa Latorraca: dançarina de tribal fusion;